Pequerí cidade generosa Coração de portas abertas Recebe os que chegam Da passagem aos que vão Tem o dom de unir os corações Num só coração.
Pequerí cidade generosa Coração de portas abertas Recebe os que chegam Da passagem aos que vão Tem o dom de unir os corações Num só coração.
As flores fazem bem Ao nosso corpo, nossa emoção Suaviza o rosto triste Quem traz um buquê na mão.
Violetas, dálias, rosas, lírios Amor perfeito, margaridas, Vão alegrando os nossos caminhos Perfumando as nossas vidas.
Deixei em sua vida
Marcas que o tempo não desfaz
Deixei em sua vida
Meu sorriso que não se apaga
Também deixei em sua vida
O meu amor
Deixei em sua vida
A lembrança de tocar
Dos meus lábios nos seus.
Deixei em sua vida minh’alma
Deixei em sua vida o meu coração.
Deixei em sua vida
Os meus sonhos
Deixei em sua vida
O meu perdão.
Deixei tudo em sua vida
Sem nada esperar…
Olhos de mãe, são dois faróis Clareando a caminhada Olhos que vêm seus filhos Através de portas fechadas.
Beijo de mãe é sagrado Cura qualquer dor Beijo de mãe é um doce De inigualável sabor.
As flores cantam E afinam-se no mesmo tom Exuberantes multicoloridas Vem mostrando de Deus o dom.
Os pássaros voam e anunciam O sol passeia no azul profundo O universo vibra de sensações Explodem cores por todo o mundo.
Outras vezes quieto sossegado Envolve-se no suave cobertor Abandona-se no sono gostoso Sonhando sonhos de cores…
Pela expressão do seu rosto Sinto que está sonhando Com brinquedos, fantasias Que em cena vão entrando.
Flutuando por entre as nuvens Louros de olhos azuis Anjos da guarda, anjos do amor Suas coroas refletindo luz.
Voando nos céus Com velas nas mãos São anjos dos meus sonhos Uns tem asas outros não.
Quando te vi meu pequeno Matheus
Ví um presente de Deus
Descendo dos céus
Para os braços meus.
Vejo o gado no gramado Na noite toda estrelada O cenário é mais bonito Quando chega a madrugada.
Aqui nos reunimos Com liberdade de expressão Até os pássaros fazem silêncio Quando fala o coração.
A varanda ensolarada O cheiro bom do café A família reunida Que coisa boa que é…
A brisa fria me envolve A vida me aguarda lá fora Vou pegar minha bagagem Recomeçar não tem hora.
Tenho muros para quebrar Tenho portas para abrir E um futuro a semear A vida é pura magia O importante é acreditar.
Ser irmãos é estender as mãos Àquele fruto do mesmo ventre Ser irmãos é reunir e juntos rezar Pedir as bençãos do céu E a união no seu lar. Ser irmãos é esquecer as brigas, É perdoar. Ser irmãos é acertar os passos Para juntos caminhar.
Ser irmãos é ser presente Mesmo que estando ausente Ser irmãos é promover De vez em quando um jantar Só pelo prazer de estar.
Amei tanto no passado Só a solidão ficou presente Ficou no ar o gosto da saudade Partiu o elo da corrente.
Quando enfim eu partir deste lugar Nos mares, montanhas e no ar Deixarei os meus sonhos Porque, por onde eu for Não poderei mais sonhar.
Parou as ondas do alto mar Flores se abriram perfumando o ar O rouxinol fez melodia Criando acordes no seu cantar.
A nossa mãe natureza Encarregou-se de velar o amor Amaram-se com total magia Que o universo encheu-se de cor.
Do fruto dessa harmonia Nasceu uma nova estrela Que brilha com alegria Um novo mundo que principia.
Com alegria e simplicidade apresento “O Que Vem do Coração”.
Dedico estas páginas aos meus filhos Marcos Augusto e Ana Cláudia, que são minhas razões de viver.
Homenagem especial à minha mãe, Maria Alves de Oliveira Lara.
Mãe, os seus exemplos seguem comigo pela vida.
Maria Lara.
Brasil minha terra
Com pesar vou te descrever
Eu não consigo entender
Porque num País inteligente
Ainda há gente que não sabe ler?
Escolas estão abertas
Faculdades por todo lado
Porque o filho do pobre
Continua pobre coitado?
Poeque na mesa falta comida
Num País como o meu
Vai governo vem governo
Há tanta burocracia
Que o povo já se perdeu.
Porque tudo é tão difícil?
Tudo tão devagar
Vocês aí do governo
O pobre quer um lugar!
Tantas crianças nascendo
Crescendo, adolescendo
Sonhando, querendo viver
Peço a vocês aí do poder
Não destrua um sonho
De um País que quer crescer.
Sou da Terra
Andei descalça, caminhei kilômetros,
No sol na chuva, até no sereno,
Eu pequenina, meus pés pequenos
Mas com a grandeze de um constante querer.
Andei nas estradas e trilhas das matas
Na mochila levando a merenda,
Eu pequenina mas com grande querer,
Andei nas estradas para ir à escola
Buscar o saber…
Sua voz era sinfonia harmoniosa
Que chegava no meu coração,
Ia invadindo minha alma,
E minha alma brincava de ser feliz…
Tão velho quanto o mundo
Tão novo quanto o nascer de cada dia.
Assim eu ouvia falar do amor,
Mas como criança nada entendia.
Eu cresci, agora tento entender.
Ouvi dizer que nasce fragil,
Que precisa de cuidados,
Que brota nos corações,
Deixa todos apaixonados.
Velho e novo ao mesmo tempo?
Uma pergunta sem resposta.
Mas muda nossa vida
Quando bate a nossa porta.
Longe dos grandes centros
Distante das grandes cidades
Vivo hoje num recanto
Tudo agora é saudade.
Saudade doce lembrança
Dos lugares que andei
Hoje aqui neste oásis
Conscientemente feliz
Colho as flores que plantei.
Lembro das pessoas queridas
De tudo e de todos que enfeitaram minha vida
Cada cidade em que morei
Cada rua que passei
Nunca serão esquecidos.
A saudade é como a flor
Que exála o seu perfume
Por distâncias sem fim
O perfume é levado ao vento
A saudade é fruto do pensamento.
Ainda guardo comigo a remota lembrança.
Do barulho estridente da Maria Fumaça
A cidade pequena, de ruas descalças
O açucar mascavo, a broa de milho
Engenho de cana, o copo de leite.
Tipiti fazendo a farinha,
Monjolo pilando o milho
Moinho fazendo o fubá.
No alambique a cachaça a pingar…
Hoje quero fazer uma pausa
Com calma vou passear
Nos bosques do meu eu
Quero poder voltar.
Eu quero ver este filme
Hoje vou me alegrar
Rever as idas e vindas
Do meu longo caminhar.
Rever meu por do Sol
Minha criança buscar
Lembrar com doce saudade
As cantigas de ninar…
Recordand minha infância
Trago o ontem para o agora
No leito da humilde casa
Ouvia a chuva cair lá fora.
É com saudades que lembro
Tudo era só alegria!
Vivi o tempo mais bonito
No poder da fantasia.
Brincando de corre corre
Depois que a chuva caia
Pegando nuances de cores
Que o arco-íris trazia.
Hoje vivo a recordar
Um tempo que já passou
Vou vivendo minha criança
No adulto que hoje sou.
Tudo era total magia
Amor, carinho e afeto.
Sapos coachando,
Vagalumes brilhando,
Uma casa modesta.
Infinitas estrelas
Espalhadas no teto…
O mar tudo sabe, da terra e também do céu
Sabe dos homens e suas maldades.
Quando se sente invadido,
Sobe suas ondas e faz escarcéu.
É imenso, manso e tranquilo
Se for preciso tem furor
Quando se faz revolto,
é para se fazer merecedor de respeito e de amor.
Mas quase sempre suave
Abrandando suas ondas, mostra que quer brincar.
Quando se faz verde, tudo quer alegrar.
Quando brinca de ser triste, nesta nesta hora se faz azul…
São profundos seus mistérios,
Mais profundos que o fundo do próprio mar…
Da minha casa vejo a paisagem
Vejo pássaros em revoada
Do alto da minha janela
Vejo as manhãs ensolaradas.
Da minha casa vejo os carros
Que vão colorindo as estradas
Vejo crianças indo para escola
Adultos fazendo caminhada.
Da minha casa brinco de contar estrelas
Fico procurando a mais iluminada
Gosto também de ver a chuva
Ou a noite enluarada.
Da minha casa vejo o colorido dos prédios
Com as montanhas se misturando
Parece que vejo a mão de Deus
Que com seu pincel vai pintando…
Quando pensar, acredite!
E sonhe feito criança
Não deixe que a inserteza
Mate sua esperança.
Abrace o que vier
Sociedade massacrando
Lágrimas rolando
Descazo, desamor,
Olhares te machucando.
Abrace sua idéia
Sonhar não cansa!
Conquiste sua medalha
Siga a vida semeando esperança.
Gosto de ver a paisagem,
A estrada de chão,
A poeira, o vento e a chuva.
As parreiras bem verdes carregadas de uvas.
Gosto de ver o espinho, o botão e a flor.
O arado cortando a Terra.
Gosto de ver as nuvens brancas como algodão.
A chuva caindo mansa,
Ou o orvalho na plantação.
Gosto de ver a natureza,
No pasto o gado mugindo,
No quintal o galo cantando,
É o dia que vem surgindo.
Tuas mãos nas minhas mãos
Se procuram se entrelaçam
Seus olhos fitam os meus
Nossos corpos se abraçam.
Creio estar tudo bem
Nada errado neste agora
Estou apenas jogando
Velhas bagagens fora.
Quero apagar meu intelecto
Só viver com o coração
Quero bordar flores azuis
Em volta desta paixão.
Estou de encontro marcado
Com a nova aurora que vem
Estou de bem com a vida
Maior amor ninguém tem.
Este amor é só meu
Vou embarcar neste sonho
Vou mergulhar nesta história
Que o meu destino escreveu.
Mesmo que venha a dor
Que venham as horas sofridas
Farei do meu destino
O cálice da minha vida.
Com alegria e simplicidade apresento “O Que Vem do Coração”.
Dedico estas páginas aos meus filhos Marcos Augusto e Ana Cláudia, que são minhas razões de viver.
Homenagem especial à minha mãe, Maria Alves de Oliveira Lara.
Mãe, os seus exemplos seguem comigo pela vida.
Maria Lara.
Vem vou te mostrar
Que as borboletas bem coloridas
Sobre as flores vivem a dançar
Como um colírio para o seu olhar.
Vem vou te mostar
Pare para escutar
Os bichos lá das florestas
Existem para a gente amar.
Vem vou te mostrar
Acorda e vem brincar
O dia está todo lindo
Jardins a desabrochar.
Vem vou te mostrar
Senta para apreciar
As formigas lá do terreiro
Correndo a trabalhar.
Vem vou te mostrar
Feche os olhos para escutar
Como cantam os passarinhos
Somente para te alegrar.
Vem vou te mostrar
O dia que vem surgindo
O Sol claro aquece o mundo
E tudo fica tão lindo.
Vem vou te mostrar
Subir montanhas, correr, brincar
Contar estrelas até cansar.
Vem vou te mostrar
Lá no céu a cor azul
Do leste ao oeste, do norte ao sul.
Vem vou te ensinar
Amar as plantas, as criaturas
Viver alegre, viver feliz
Nesta Terra que é toda tua.
Vem me abraçar
Depois de tudo que aprendeu.
Papai do Céu tem um pedido
Cuida de tudo que o mundo é teu…
Minha infância foi risonha
Lá na roça, lá no mato
Era a vida que eu amava
Banhava-me no regato.
Sob a sombra da jaqueira
Os meus versos ritmavam
Com o cantar da passarada
E o som da cachoeira.
A Lua da minha Terra
É a lua mais prateada
A pele da minha gente
É a pela mais bronzeada.
Sob o céu da lua cheia
Paro e fico a imaginar
No shopping lá da cidade
Não se vê o clarão do luar
Nem se vê o sol raiar.
Sou a Mulher-Criança
Menina faceira, vestido rodado
Menina brejeira
De cabelo trançado.
Você é a pura essência
Que entra por minha janela
Sinto no ar tua presença.
No orvalho do meu jardim
Vejo-te a cintilar.
Está presente em minha vida
Como o cheiro do jasmim.
Apesar de longe, está perto,
Sinto-te nas montanhas
Nos campos desertos.
Volte, fique aqui,
Bem juntinho ao meu lado,
Entrelace os meus dedos nos seus
Ponha os seus olhos nos meus,
Sinta minhas lágrimas
Com gosto de saudade rolar…
Minha casa, meu mundo
Meu paraíso, minha vida
Cortinas brancas levadas ao vento
Na sala a lareira aquecida.
Minha casa em harmonia
Cheirando afeto e carinho
No aconchego deste lar
Sou um pássaro no ninho.
Minha casa, meu acordar
Minha banheira quentinha
Meu banho de ofurô
Minha toalha branquinha.
Minha casa, janelas abertas
Vejo uma beleza sem par
O Sol lindo radiante
Que vem tudo iluminar.
Minha casa tem canteiros
De gerânios, bela emília a ornamentar
Tem uma Paz tão desejada
Que a muito venho buscar.
Quando visto o meu roupão
Vou à rede balançar
O jardim é o colírio
Para meus olhos descansar.
Sítio Santa Cruz
Terra que me viu criança
Que guarda em segredo
Histórias da minha infância…
Saudade suave tormento
Que vem a tona num momento
É como triste canção
Que faz lembrar uma paixão.
Saudade não se pode ver
E muito menos escutar
Ela só se faz sentir
Quando chega sorrateira
Fazendo a gente chorar.
Hoje me volta à memória
Uma afetiva lembrança
Um desenrolar envolvente
De recordar não me cansa.
Um pequeno paraíso
Na memória há de ficar
Mamãe plantando dálias e rosas
Para nossa casa enfeitar.
Tinha uma gravuraBem na sala de jantar
Era Nossa Senhora de Fátima
Imponente a abençoar.
Tantas brincadeiras
Tantas lembranças
Vou até fazer uma rima
Era até divertido
Mariposas em volta da lamparina.
A água cristalina
Vinha de uma nascente
Pra cozinhar, lavar a roupa
E matar a sede da gente.
O cheiro do manacá
O maracujá da paixão
Foram anos de felicidade
Neste pedaço de chão.
A tardinha na merenda
Marmelada, broa, bananada
Porque não queijo minas
Casadinho com goiabada.
Os micos, as abelhas
Pardais e beija-flores
As corujinhas das matas
Que alegre sinfonia
A festa da bicharada.
Os perequitos entre as folhagens
O canto da cigarra
Enchia de emoção
Nossas tardes de verão.
A varanda acolhedora
Lugar bom de ficar
Ver estrela no céu
E o clarão do luar.
Nossas camas de dormir
Cobria-se com colchas de retalhos
Com ar doce e festivo
Mamãe apresentava
A alegria do trabalho.
Quando a vida não é fácil,
A gente aprende a ser forte.
O verão vem chegando
A cor do Sol irradia
Cheia de vibração
Sensualidade e energia.
A branca areia da praia
A água azul do mar
O banho do Sol ardente
Faz meu corpo dourar.
As conchas rolam na areia
Correndo fico a brincar
Catando concha por concha
Meu colar vou enfeitar.
O entardecer, o verão
Fico sonhando a beira mar
Soprando nos meus cabelos
Fica o vento a assobiar.
Leva sempre consigo o sorriso
Como profissão de Fé
Aceita a solidão
Sabe da limitação
Que doce que a vida é.
Para os filhos e netos
Também para o mundo inteiro
Procura ser bem visto
Como sábio conselheiro.
Gentil, tolerante e desarmado
Vive sempre com alegria
Aceita com amor
O que vier a cada dia.
Como uma névoa fina
Que se dissipa pelo ar
Sinto um que de tristezas
Que não consigo explicar.
Uma avalanche de lembranças
Explodem, começam a brotar
Marcas que nem o tempo
Nem ninguém pode apagar.
Imagens fragmentadas
Desfilam em minha mente
Sem se quer me dar conta
Dos meus olhos correm lágrimas
Imperceptivelmente.
Meus versos têm saudade
As vezes têm alegria
Tem um pouco de verdade
Quase sempre fantasia.
Meus versos têm vaidade
Têm paixão que dura um dia
Têm o calor de uma lareira
Que aquece as noites frias.
Do lado esquerdo ou em cima
Do direito ou do avesso
Por toda parte, você
Desde o fim até o começo.
Em meu coração você está,
Nos bons e maus momentos
Atravessa, desabafos, turbulências.
Já não sei! Verdade ou crença?
Quero gritar pelo mundo
Contar nossa história
Falar que nosso amor
Tomou conta do nosso ontem
Do nosso hoje, do nosso agora.
Uma casa toda branca
Fica a margem da estrada
Bem debaixo do arvoredo
Uma porteira na chegada.
Foi morada da alegria
Risos, brincadeiras e euforias
Hoje casa abandonada
Onde os pássaros se abrigam
Para cantar na madrugada.

Fotografada em outubro/1989
Não se deve pedir que nada se repita
simplesmente porque achou bonito.
Não existem dois momentos iguais.
Só valorizando o que vem a cada momento
Se conhece a maravilha de VIVER.
Senti o mar me acariciando
Senti o anúncio do nascer do SOL
Vi a linha do horizonte
Desfrutei da magia desse arrebol…
Tal qual criança preguiçosa
Deixei o mar me abraçar
E com carinho quase de mãe
O mar ficou a me embalar.
Criei um barco no pensamento
Fechei meus olhos para poder sonhar
Navegando num lindo sonho
Estendi os braços para te encontrar.
Esperto menino,
Deixaste tua infância
Cheirando a jasmim
Carregando consigo
O fogo do aprendiz.
Leva em tuas mãos
O leme do destino.
Não esqueça o amor
Meu doce menino,
Voando vai pelo mundo afora.
Lembrarei de ti em qualquer lugar,
Ficarei olhando o tempo passar,
Esperando a hora de você voltar…
Se olharmos o mundo
Com olhar carinhoso,
Podemos ver beleza em tudo.
Oh! Deus que me ilumina
Para eu inventar, produzir…
Fazendo versos singelos
Quero o mundo colorir.
Quando eu partir deixarei
Tudo que me foi cobrado
Tive filhos, plantei árvores
Escrevi livro.
Eis a missão que me foi dada…
Cheguei, amei, sonhei e chorei.
Apaixonei-me.
Da paixão fiz poesia,
Da dor fiz oração,
Revirei minha vida
Dela fiz fantasia…
As vezes perco-me de mim
Sem motivação, saio me procurando
Me acho as vezes na rua
Ou em um jardim te esperando
As vezes fujo de mim
Para tentar te encontrar
Tenho medo que em qualquer dia
Eu não consiga me achar.
Em minha vida vou te procurar
Quando eu quiser te encontrar
Você vai me achar em tua vida
Quando quiser me procurar…
É hora de aceleração, explodiu a puberdade
Adeus tempos da infância
Tudo agora é confusão.
Sentimentos e fantasias se misturam
O mundo vira num segundo,
O jovem já não combina,
Nem consigo nem com o mundo.
Longe da sua vontade, se torna atrevido,
caprichoso, revoltado, impertinente
Rebelde, distraído, preguiçoso, inseguro
Não sabe onde parar,
Parece um navio sem leme
Não sabe onde ancorar.
Ele precisa compreenção
Precisa que estendamos a mão…
As flores silvestres
São flores singelas
Mas quando desabrocham
Enchem-se de luz e graça.
Em sues perfumes e matizes de cores
Mostram que são belas.
Desabrocham nos bosques,
Nos vales, nas encostas,
Nos desertos e terras arenosas.
Vivem tão somente,
Tão simplesmente
Pelo prazer de estar.
Mesmo que os homens não as vejam,
Sutilmente desabrocham
Para o céu, os pássaros
O sol e o luar…
Deus enviou aos corações dos homens sinais, mensagens,
Mas os homens não quiseram entendê-los.
Deus ensinou que tudo que vem Dele,
É simples e puro, não tem propósito algum, a não ser o de ser.
Deus lamenta que os homens tenham abusado
Do poder que lhes foi dado de materializar seus pensamentos.
Deus deixou claro que o caminho é a lei por Ele deixada.
E esta lei é o amor ao semelhante e a toda natureza que por Ele foi criada.
Minha vida é colorida
Como colcha de retalhos
Cada dia é um pedacinho
Que costuro com carinho.
Vou tecendo minha colcha
Com prazer e alegria
Os retalhos que recebo
Vêm de Deus todos os dias.
São presentes valiosos
Os retalhos coloridos.
Representam para mim
Os meus dias bem vividos.
Retalho por retalho,
Vou colorindo minha existência
Minha vida tem retalhos
Até da cor da inocência…
Te esperei nos dias lindos ensolarados
Te esperei nas tardes frias e sombrias
Te esperei nos campos molhados
Te esperei ontem
Te espero hoje
Te esperarei amanhã
Não existe abraço
Não existe olhar.
Apenas a distância
A nos separar…
E a eterna esperança
De um dia te ver voltar…
Quero falar com Deus
Numa prece à natureza,
Quero correr nos campos,
Ser acariciada pelo Sol
Beijando o meu rosto
Meu semblante refletindo Paz.
Quero caminhar tranquila
Ouvindo a voz do coração
Quero contemplar a vida
As florestas, a beleza das cascatas,
Ouvir o canto dos pássaros.
Quero desfrutar do fascínio
Que a natureza me envolve,
Quero me alegrar com o cenário
Que meus olhos vêem.
Hoje quero sentir FELICIDADE…
Foi na simplicidade que busquei o desejo de viver, no desejo de viver busquei a felicidade.
Felicidade é de graça, basta um sorriso, um gesto, um beijo, um abraço, um olhar doce de perdão.
Deixei estes sentimentos se desenvolverem dentro de mim, por isso afirmo que sou feliz!
Minha infância foi feliz, alegre e divertida.
Cresci entre meus nove irmãos brincando de chicotinho queimado, cobra cega, brincadeira de roda.
E toda vez que acontecer uma tarde quente de verão daquelas que chove e faz sol formando no céu um arco-íris, sempre lembrarei da minha infância no Sítio Santa Cruz perto de uma cidade chamada Mar de Espanha na Zona da Mata nas Minas Gerais.
Maria Lara.
Pedro do Rio – Petrópolis – RJ – Brasil
Todos os dias ame-se por infinitas vezes.
Todas as manhãs ao acordar, abra sua janela, sinta o perfume, veja as cores.
Leve o pensamento a Deus.
Encare as adversidades da vida como experiências!
Seja Feliz! Sempre!
Maria Lara